Lembro-me de, lá atrás, onde a responsabilidade se resume a obedecer aos adultos, brincar no campo de trigo com uma corda grande para não me perder do meu amigo Pedro, escondiamo-nos e o outro só tinha que seguir a corda até nos acharmos. Era sempre ao entardecer quando ficava mais fresco. Eu adorava! Às vezes largava a corda para ele demorar mais tempo a achar-me e eu sentir o pulsar a terra, o cheiro do trigo, o vento quente na cara como se me arejasse a alma, o barulho daquele mar de Alentejo onde me sentia pertencer.
Hoje apeteceu-me ser criança. Outra vez.
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