terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma nova figueira!



Ele até já sabia como ela era quando casou. Mas achou que após o casamento as coisas melhorassem.
Ela com o tempo ia mudando. Ele conseguiria que ela mudasse.

Não conseguiu.

A única coisa que ele conseguiu foi uma frustração enorme, foi desgostar dela, e não demorar muito tempo numa conversa para ter momentos de cólera. Passou a ter raiva dela. E não só ela não mudou, como está ainda pior.


Regar uma figueira que já está morta, é não reconhecer a sua morte.
É preciso, cortar, arrancá-la pela raiz, tratar a terra, deixar passar o tempo, e plantar uma nova figueira.

Às vezes na vida quando não conseguimos resolver a situação. Mais vale acabar com ela. Deixar passar tempo para aprender e curar feridas para depois, começar de novo.

1 comentário:

  1. DO AMOR

    Que é do amor o rumo que nos leva
    por desertos de areia e pedra dura?
    E que é daquele outro que releva,
    mas que o próprio amor não cura?

    Que é do amor que sangra e dói,
    que por ser amor é seu oposto,
    padece de vontade e não corrói,
    nascendo em cada dia já sol-posto?

    Mas se o amor é a água que sacia
    de um sorvo toda a sede presumida,
    é também o que seca de agonia

    por dentro e de forma consentida.
    Corrompe para viver e, por ironia,
    morrer de amor é como ganhar vida.

    jOÃO

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