quinta-feira, 30 de junho de 2011

Porque será?

Que me emociono SEMPRE, sem exceção, quando oiço isto:

http://oblogdoestevao.blogspot.com/2011/06/efeito-2-em-1.html

PARABÉNS!

Hoje é o Dia Mundial das Redes Sociais. Um veículo, atualmente, privilegiado para comunicar.
Hoje é também o dia de anos de alguém do meu sangue, que carrega o mesmo nome de família e com quem não falo há anos.
Ele não tem facebook. Pelo menos com o nome dele.
Ele escolheu sair da minha rede social.
Tenho saudades dele. Do humor dele. Das nossas conversas.
Mesmo que ele tivesse Facebook não adiantava porque eu quero mesmo é falar com ele. Dar-lhe os parabéns. Saber dele.
Com o Facebook, revejo pessoas e acompanho aquilo que elas querem que eu acompanhe. E só nesta medida é positivo.
Para mim, nada substitui a presença do outro, o olhar, o tocar, a comunicação não-verbal que acompanha as conversas verbais. Sentir o outro.


Através do Facebook posso falar com tanta gente, mas hoje, logo hoje, não posso falar com quem quero.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Lindo!

DO AMOR

Que é do amor o rumo que nos leva
por desertos de areia e pedra dura?
E que é daquele outro que releva,
mas que o próprio amor não cura?

Que é do amor que sangra e dói,
que por ser amor é seu oposto,
padece de vontade e não corrói,
nascendo em cada dia já sol-posto?

Mas se o amor é a água que sacia
de um sorvo toda a sede presumida,
é também o que seca de agonia

por dentro e de forma consentida.
Corrompe para viver e, por ironia,
morrer de amor é como ganhar vida.

JOÃO

Uma nova figueira!



Ele até já sabia como ela era quando casou. Mas achou que após o casamento as coisas melhorassem.
Ela com o tempo ia mudando. Ele conseguiria que ela mudasse.

Não conseguiu.

A única coisa que ele conseguiu foi uma frustração enorme, foi desgostar dela, e não demorar muito tempo numa conversa para ter momentos de cólera. Passou a ter raiva dela. E não só ela não mudou, como está ainda pior.


Regar uma figueira que já está morta, é não reconhecer a sua morte.
É preciso, cortar, arrancá-la pela raiz, tratar a terra, deixar passar o tempo, e plantar uma nova figueira.

Às vezes na vida quando não conseguimos resolver a situação. Mais vale acabar com ela. Deixar passar tempo para aprender e curar feridas para depois, começar de novo.

Reagir


A maior prova da dificuldade de resolvermos as questões que nos incomodam, é a forma como reagimos quando somos chamados à atenção.

Se lidarmos bem com a situação, não temos reações intempestivas, assumimos a penalização, se houver.
Se não acomodamos bem a frustração, e a seguir alguém nos "dá na cabeça" temos tendência a protestar a achar que somos nós que temos razão, somos nós as vítimas e ainda nos damos ao luxo de tratar mal quem tem a ousadia de dizer:"Não devias ter feito isso!".

Na realidade, tudo se resume à forma como acomodamos as situações em nós.

Se nos sentimos em falta com algúem e nos chamam à atenção por isso, por norma não gostamos e até reagimos mal. E claro, o problema é de quem nos "puxou as orelhas", não é nosso.
Mas na realidade fomos nós que falhamos.
A capacidade de assumir que falhamos é para quem o seu sistema de defesa está de tal forma elaborado que não se sente ameaçado por assumir um erro. Isso é só para alguns.

Os outros, os "que se passam" quando lhes apontam os erros, mesmo que eles dentro deles já os tivessem reconhecido como tal, mas não os admitem, esses correm o sério risco de se tornarem arrogantes.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Amor a Portugal!


Segunda figura de Estado. MULHER! Que conquista, para a própria (que por o que me parece tem todo o mérito) e para o género feminino.
Gostei do discurso. Da "reinvenção da democracia". Não sei se o seu novo lugar e estatuto lhe dá poder para iniciar uma nova era. Não sei se é possível reinventar Portugal e cumpri-lo como falava a Dulce Pontes, mas eu ainda acredito.
Sensibilizou-me a postura e a atitude desta senhora.
Desejo que seja feliz. Porque acredito que se assim for é porque cumprirá os seus objetivos.
E que se CUMPRA O AMOR A PORTUGAL!


Bom fim de semana.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

QUADRATURA

A vida colheu-me cedo:
quase desde que nasci,
e assim perdi o medo
do que mais tarde vivi.

Pechinchas, amendoins,
as letras do abecedário,
são meios, não são fins:
contas de outro rosário.

Apaguei fogos alheios,
de amores, assim-assim.
Beijos e afectos, dei-os,
não os guardei para mim.

As providências que tomo,
sempre que a fome poisa,
limitam-se à poesia, como
quem não quer a coisa.



João de Sousa Teixeira