Não é fácil ser psicóloga e mãe.
Procuro desenvolver na minha filha, um sentido permanente de autonomia. Comportamental e Cognitiva.
Procuro que saiba comportar-se segundo as situações. Por isso previamente explico-lhe as regras de funcionamento de cada situação. E ela já pergunta:"Mãe, quais são as legas?".
Se vamos ver um espectáculo, ela terá que saber que deve estar sossegada e não pode fazer barulho. Quando lhe explico as regras, procuro que ela perceba sempre o porquê de cada uma delas. Se ela compreender porquê, será mais fácil cumpri-las e acomodará o comportamento como correto, replicando-o sempre que se adequar.
Na maioria das vezes, felizmente, sou muito mais mãe que psicóloga.
A minha filha agradece.
No entanto, a psicóloga tem ajudado muito a mãe.
E cada vez mais, tenho o sentimento crescente de que eu, enquanto mãe-psicóloga, poderia ajudar outras mães, que ao longo do desenvolvimento dos seus filhos cometem erros e depois na adolescência perguntam-se "aonde é que eu errei?".
Eu poderia ajudar. Porque eu também erro. Mas como sou psicóloga, sim porque isto tem contra-partidas, eu sei aonde erro!

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